O Instituto de Pesquisas Meteorológicas - IPMet - é uma
Unidade Complementar da Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita
Filho" - UNESP, localizado na cidade de Bauru (SP), cujo principal
objetivo é a pesquisa meteorológica voltada à utilização em previsão do tempo
para o Estado de São Paulo, além do monitoramento e quantificação de chuvas
ocorrendo nessa mesma região, com o uso de radar meteorológico.
Sua história teve início no final da década de 60, mais
precisamente 1969, quando a então Fundação Educacional de Bauru, instituição de
ensino superior e futura mantenedora da Universidade de Bauru, implantou o seu
Instituto de Pesquisas, com o objetivo de subsidiar as diversas áreas de ensino
com as informações provenientes de suas pesquisas. A área escolhida pela
instituição foi a meteorologia, ciência multidisciplinar que permite a
interação com diversas áreas do ensino tecnológico e mesmo com as ciências
humanas. Esse instituto contava a princípio, com um aparelho de recepção de
imagens de satélite meteorológico. Nessa fase os trabalhos e projetos eram
desenvolvidos por professores da instituição, alunos, pesquisadores e
professores visitantes.
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Com os trabalhos de pesquisa meteorológica ganhando importância,
em 1972 o Instituto passou a ser denominado Instituto de Pesquisas
Meteorológicas. Nesse mesmo ano aconteceu a assinatura de convênio com o BNDE
- Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico, para a aquisição de
equipamentos a serem utilizados em pesquisas. No ano seguinte foi apresentado
à FAPESP - Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo, um projeto
de objetivos múltiplos de operação e pesquisa meteorológica com o uso de
radar.
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Instalações do IPMet/Bauru - 1972
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Graças a esse projeto, em 1974 foi instalado o primeiro
radar meteorológico banda-C do IPMet em Bauru, o que garantiu o pioneirismo no
país em relação à utilização desse tipo de equipamento.
Iniciou-se também a prestação de serviços à comunidade, com
a divulgação diária de boletins meteorológicos. A Rádio Eldorado de São Paulo
foi o primeiro veículo de comunicação a divulgar boletins meteorológicos
diários fornecidos pelo IPMet, boletins esses que incluiam a localização dos
pontos de chuva no Estado.
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Radar Banda-C com câmera (1974-1992)
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Precipitação na tela - Banda-C
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Os anos seguintes foram dedicados ao aprimoramento do
pessoal técnico no Brasil e no exterior, principalmente no Canadá, em função de
convênios de colaboração firmados com a Universidade de Quebéc em Montréal, e
com o Conselho de Pesquisas de Alberta.
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Em 1979, com o auxílio da FINEP - Financiadora de Estudos
e Projetos , foi adquirido um sistema dedicado ao processamento de sinais de
radar. Com esse sistema, o radar do IPMet teve sua capacidade operacional
ampliada e melhorada, passando a dispor de informação digital de dados para
tratamento e armazenamento.
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PDP-11/34-Digitalização Banda-C (1979-1992)
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A partir de 1982, com auxílio da FAPESP, o IPMet passou a
dispor de um sistema central de processamento para trabalhos de pesquisa,
processamento e disseminação de dados e produtos de radar.
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VAX-11/780 computador (1982-1994)
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O ano de 1988 marcou a incorporação da Universidade de
Bauru, e consequentemente do IPMet, pela UNESP. Novas linhas de pesquisa
começaram a ser trabalhadas: Modelagem do Tempo em Escala Regional,
Climatologia e posteriormente, Camada de Ozônio.
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Em 1992, com recursos obtidos junto à FINEP, o antigo
radar banda C foi substituído por um equipamento mais atual, modelo banda S.
Técnicos do Instituto aprimoraram um software desenvolvido no IPMet em 1988
denominado VIRA - Visualização de Imagens de Radar, que tornou possível a
qualquer interessado visualizar, em seu micro computador, as áreas de
ocorrência de chuvas. Esse software vem sendo utilizado com sucesso por
diversos setores produtivos da sociedade.
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VIRA-1988 Imagens de Radar visualizadas em PC-XT
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Em função de programa de pesquisa desenvolvido junto à
secretaria de Ciência, Tecnologia e Desenvolvimento Econômico do estado de São
Paulo - SCTDE -, outro radar Banda S foi adquirido e instalado na cidade de
Presidente Prudente. Esse sistema opera remotamente a partir de Bauru.
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Instalações dos Radares em Bauru e Presidente Prudente
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Além do monitoramento propriamente dito, os dados obtidos
a partir dos radares de Bauru e Presidente Prudente fornecem subsídio para as
diversas áreas de pesquisa do IPMet.
A pesquisa e a prestação de serviços à comunidade sempre
nortearam os trabalhos do IPMet, que presta relevante contribuição à sociedade
em geral e aos seus setores produtivos. De seu rol de usuários constam empresas
agrícolas, de construção civil, de lazer e turismo, de produção e distribuição
de energia, Defesa Civil, Polícia Rodoviária, prefeituras, imprensa, além do público
em geral, que pode contar com o serviço de previsão do tempo 24 horas por dia,
todos os dias do ano.
Última Modernização
Em 2005/2006, através de uma cooperação com o
National Center for Atmospheric Research (NCAR), foi disponibilizado um sistema
de software especializado para o tratamento e aplicações das informações de
radares meteorológicos, denominado TITAN (Thunderstorm Identification,
Tracking, Analysis and Nowcasting). A implementação deste
software foi realizada com a assistência do NCAR, dentro dos objetivos
propostos do Projeto SIHESP (Sistema Hidrometeorológico do Estado de São Paulo)
e financiado pela FAPESP.
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Nowcasting (Previsão imediata):
Tempestade multicelular produzindo granizo em 17 de outubro de
1999 (Tibiriçá)
Campo composto de refletividade
dos radares de Presidente Prudente e Bauru, raio de alcance de 240 km a
partir de ambos. A elipse em vermelho é a previsão de deslocamento para 60
minutos indicado pelo TITAN.
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No inicio do ano de 2006 foi
realizada a atualização dos radares de Bauru e Presidente Prudente, em termos
de software e hardware através de um projeto de pesquisa submetido junto a FAPESP. Em meados de 2007 foi necessário
propor a FAPESP um projeto aditivo que contemplasse a utilização de tecnologia
de estado sólido, uma vez que ambos os radares deixaram de funcionar
propriamente pois a capacidade Doppler de um deles foi perdida em função de
problemas no sistema para a geração das informações de velocidades radiais. Tal
atualização foi implementada em janeiro de 2008 tendo sido realizada totalmente
por pessoal capacitado do IPMet.
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Sala do transmissor do radar(visto através da janela de vidro) e controle console/monitor.
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Sala de operações com display das imagens dos radares Presidente Prudente e Bauru.
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Graças ao projeto de atualização
dos radares foi possível com parte da reserva técnica do projeto adquirir
equipamentos de informática necessários para a composição do atual Laboratório
Didático do IPMet. Sua recente inauguração em 2007, foi feita com apresentações
de cursos em meteorologia com radar para aplicações / interpretação dos vários
produtos gerados pelos radares do IPMet, oferecidos aos usuários públicos e
privados.
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Grupo de oficiais da Policia Ambiental do Estado de São Paulo em curso
sobre a utilização dos diversos produtos meteorológicos gerados pelo setor
operacional do IPMet, no Laboratório Didático recém inaugurado.
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